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quarta-feira, 20 de abril de 2011

REFLORIR...

(imagem google)
REFLORIR...

Poeira...
Relógio quebrado,
lençóis dobrados,
roupas no chão...
Um pouco de vida,
resto de comida,
desilusão!

Tédio...
Memória de amores,
aparas de flores,
pensamentos em vão,
Uma resta de sol...
Tarde, resto, arrebol...
Escuridão!

Sinais...
Outro copo vazio,
ensejo, desejo e cio...
Obsessão.
Sopro divino que induz...
Uma gota de luz,
Coração.

Amanhecer...
Portas abertas,
palavras incertas...
Emoção.
Acorde sonoro do amor,
pólen fecundado, flor...
paixão.

GERALDO.






terça-feira, 19 de abril de 2011

DESTINO

                                                                           (imagem google)
DESTINO...

Uma nova era, 
anuncia no ar... Mudanças!
Mudanças que vem no vento, 
e que, a todo momento,
me invadem o coração...

Entre um plano e outro,
que faço e desfaço,
invento jaulas e laços,
seguro perto de mim...
O que for ilusão.

Com o pensamento solto no ar,
venço distâncias... Salto barreiras!
E, mais uma vez, ou a vida inteira,
vou brigando e brincando a mesma brincadeira,
em que o destino, por ironia, devolve a menina,
que em mim, ainda tem parte ou...
A mulher que preciso ser.

Entre planos e desenganos,
destranco meus sentimentos,
vou ao encontro dos meus motivos,
que, por encanto ou desencanto,
parecem uma resposta justa à criança 
que "fui" ou a adulta que vou ser.
Definindo, enfim, para mim,
o que é viver.

E assim sigo...
Entre jaulas ,
planos e laços,
te seguro perto de mim,
por seres assim...
Uma doce ilusão.

NENA

domingo, 3 de abril de 2011

ENTENDEREI...


ENTENDEREI...

As vezes...
Quando um acorde enigmático, de um sol qualquer, de qualquer dezembro
me desperta e surpreende, olho a natureza que me cerca, e entendo que,
o vento balançando os galhos secos, insistente, me diz não...

Entenderei as estações,
assim como,
entenderei o sopro do vento forte, do norte,
esparramando pássaros no meu céu,
e folhas secas, no meu chão.

Entenderei tudo,
menos a minha dor,
de estar longe de ti.

Entenderei os abismos que nos separam,
mesmo que eles, profundos, decidam confundir as montanhas,
só não entenderei a distância que nos separa,
porque ela é abismo e montanha entre mim e ti.

Entenderei os outonos,
que de mim tomarem conta,
e de, qualquer forma,
inventarei sempre primaveras para o meu coração...

Pois os botões que se fizeram espera,
agora, decididamente, florescem nos galhos cecos,
prometendo mudanças.

E... Com o primeiro verde,
que na paisagem morta surge,
já faz renascer em mim,
uma nova e doce ilusão...

Uma esperança... Criança!
Feito flores se abrindo,
numa nova primavera,
para o meu coração.

NENA
(nunca soube se é de autoria própria ou carinhosamente
garimpado à aquele momento muito especial de nossas vidas)