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segunda-feira, 9 de julho de 2012

ACASO...

 "ACASO"

Sentir-te, de novo...
Como se o tempo voltasse!
Não fiz nada enquanto você não estava...
Eu não sabia...
Agora, ainda, não sei...
Eu parei, você não, mas... Voltou.

O mesmo sol,
brilha no mesmo céu....
Mas o jardim não floresce como outrora...
Meu coração, como a flor, teima fechado...
Segredos entre cortinas e...
Lençóis dobrados.

O arco-íris desbotado,
O amor que persistiu, sem paixão...
Reler as páginas,
manter o fim... O não.
Desbloquear o caminho...
Seguir... Simplesmente,
os acasos do coração.

O que tiver que ser...
Será...
Ou não.

GERALDO.
09/07/2012
 

sábado, 14 de abril de 2012

"CERTO"

"CERTO"

Um corpo estranho...
Calor de deserto, nada por perto!!!
Solidão de solteiro... Cigarro!
Fumaça, barulho de carro... Deserto,
nada por perto, tudo certo... Certo!?!

Um fio de memória, um amor...
Vida distante, silêncio gritante!!!
Música antiga... Intrigas!
Medo, frio na barriga... Distante,
silêncio gritante, vida de amante... Distante.

Último açoite, fim de noite...
Resto de cruz, restas de luz!!!
O sol descerrando o dia... A flor!
Um fio de amor... Se estas por perto,
tudo certo, amor... Tudo certo.
 



 
GERALDO
14/04/12

segunda-feira, 16 de maio de 2011

NÃO DESISTI...

Amigos, machuquei o braço, num pequeno acidente, estou impossibilitado de digitar, mas estou bem!?!
Não desisti e, por favor!!! NÃO DESISTAM DE MIM... Em breve voltarei, espero!!!

Beijos a todos!!!

Geraldo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

À PROCURA DE MIM

Imagem google
À PROCURA DE MIM...

O vento enfurecido, rouba as folhas da primavera agonizante,
o tempo transformado pelo tempo que o homem plantou, fortes
temporais assolam a terra, assim como, tantos outros cataclismos
"naturais" numa concorrência acirrada, homem e natureza disputam
quem mata mais... Quem morre.
Descortinaram o sol, o que outrora seria um verso poético, ou fonte
vigorosa da vida, agora é ameaça de corrosão das retinas do planeta
e, meio sem graça, procuro por mim, num contesto de rasões que
mostre um caminho pra continuar justificando a dádiva da vida, com
a honestidade de quem precisa, um pouco mais que, simplesmente sobreviver.
Os rumos da humanidade, tomam rumos incertos, e, de repente, toma
o caminho de volta, antes da hora... Multidões se juntam, erguem taças,
brindam a morte, ostentando a bandeira da PAZ, em nome de Deus,
semelhantes seus... Oh, Deus!?!
Os algozes de agora e nós de outrora, como saber?!?
Eu?
Eles... Você?!?
Entre nós, quem é melhor, entre nós, pior... Quem será???
Do alto cume da mais alta montanha olhos esbugalhados e incrédulos,
acompanham a transição das fases evolutivas do planeta,testemunhando
contrariados o cumprimento das profecias, que não deveriam se cumprir, 
seriam alertas apenas... Mas, o homem, prazeroso e cheio de soberbas,
aproveitou, pelo menos, o que era pior. 
A morte na praça, recém nascidos na rua, vidas no lixo, crueldade... Capricho!?!
Um corpo no mar, falta jeito de amar, o sol... Cadê o sol?!?
A escola invadida, o professor da morte, alunos sem vidas... Revida, revida.
O morro, morro, sem socorro, desce tudo, sobe a descrença... A violência!
Pais, filhos, famílias, guerrilhas invadindo, saindo, implodindo, matando... Sorrindo.
Edifícios no céu, aviões rasantes... Agonizantes, civis, fuzis... Quem é pior?
O soldado é homem também, gente de família, de pais, mães  e filhos... Levados
por ideais ou sem nenhuma escolha, levados, apenas levados.
E eu, nisso tudo, me procuro, fico tentando me encontrar... Se não pioro, também,
não faço nada pra melhorar. Fico falando de amor, mas de tão amargo, incapacitado
de amar.
Meu grito de alerta ressoa mudo neste oceano morto de cisnes negros, ar sem ar,
misseis, pássaros sem asas, olhos de vidros cuidando da segurança das praças e ruas
transitadas por mortos-vivos, soldados da vida, vida... De Poeta Louco, que fingindo um
resto de sensatez... Se cala.

GERALDO???

quarta-feira, 20 de abril de 2011

REFLORIR...

(imagem google)















REFLORIR...

Poeira...
Relógio quebrado,
lençóis dobrados,
roupas no chão...
Um pouco de vida,
resto de comida,
desilusão!

Tédio...
Memória de amores,
aparas de flores,
pensamentos em vão,
Uma resta de sol...
Tarde, resto, arrebol...
Escuridão!

Sinais...
Outro copo vazio,
ensejo, desejo e cio...
Obsessão.
Sopro divino que induz...
Uma gota de luz,
Coração.

Amanhecer...
Portas abertas,
palavras incertas...
Emoção.
Acorde sonoro do amor,
pólen fecundado, flor...
paixão.

GERALDO.






terça-feira, 19 de abril de 2011

DESTINO

                                                                           (imagem google)
DESTINO...

Uma nova era, 
anuncia no ar... Mudanças!
Mudanças que vem no vento, 
e que, a todo momento,
me invadem o coração...

Entre um plano e outro,
que faço e desfaço,
invento jaulas e laços,
seguro perto de mim...
O que for ilusão.

Com o pensamento solto no ar,
venço distâncias... Salto barreiras!
E, mais uma vez, ou a vida inteira,
vou brigando e brincando a mesma brincadeira,
em que o destino, por ironia, devolve a menina,
que em mim, ainda tem parte ou...
A mulher que preciso ser.

Entre planos e desenganos,
destranco meus sentimentos,
vou ao encontro dos meus motivos,
que, por encanto ou desencanto,
parecem uma resposta justa à criança 
que "fui" ou a adulta que vou ser.
Definindo, enfim, para mim,
o que é viver.

E assim sigo...
Entre jaulas ,
planos e laços,
te seguro perto de mim,
por seres assim...
Uma doce ilusão.

NENA

domingo, 3 de abril de 2011

ENTENDEREI...


ENTENDEREI...

As vezes...
Quando um acorde enigmático, de um sol qualquer, de qualquer dezembro
me desperta e surpreende, olho a natureza que me cerca, e entendo que,
o vento balançando os galhos secos, insistente, me diz não...

Entenderei as estações,
assim como,
entenderei o sopro do vento forte, do norte,
esparramando pássaros no meu céu,
e folhas secas, no meu chão.

Entenderei tudo,
menos a minha dor,
de estar longe de ti.

Entenderei os abismos que nos separam,
mesmo que eles, profundos, decidam confundir as montanhas,
só não entenderei a distância que nos separa,
porque ela é abismo e montanha entre mim e ti.

Entenderei os outonos,
que de mim tomarem conta,
e de, qualquer forma,
inventarei sempre primaveras para o meu coração...

Pois os botões que se fizeram espera,
agora, decididamente, florescem nos galhos cecos,
prometendo mudanças.

E... Com o primeiro verde,
que na paisagem morta surge,
já faz renascer em mim,
uma nova e doce ilusão...

Uma esperança... Criança!
Feito flores se abrindo,
numa nova primavera,
para o meu coração.

NENA
(nunca soube se é de autoria própria ou carinhosamente
garimpado à aquele momento muito especial de nossas vidas)